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Neuromarketing: como funciona e como aplicar no marketing

Por Irine Bueno 14/08/2023
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Você já parou para pensar, por que é que alguns assuntos atraem mais consumidores do que outros? Ou até mesmo o motivo pelo qual eles compram o que compram? Pois saiba que o Neuromarketing é capaz de responder essas perguntas!


Para algumas marcas, as respostas das questões acima não passam de uma conclusão subjetiva. E como todos sabem, os achismos não são uma boa base para se desenvolver uma estratégia de marketing de sucesso


Por esse motivo, compreender o que pode influenciar o comprador no momento de decisão de compra é essencial para o desenvolvimento da empresa. 


Ou seja, devemos levar em conta os estudos do Neuromarketing - uma ciência que estuda exatamente os fatores que influenciam as ações de um consumidor. 


Quer saber mais sobre esse conceito, suas técnicas e como garantir respostas mais conclusivas sobre o seu mercado? Confira no decorrer desse artigo!

O que é e como funciona o Neuromarketing?

O Neuromarketing não é uma estratégia de Marketing Digital, mas sim uma área da ciência que busca compreender os fatores que levam à tomada de decisão de compra durante a jornada do cliente.


Ou seja, compreender o comportamento humano e a forma como o cérebro processa as informações. 


O autor dessa terminologia foi o professor Ale Smidts, da Erasmus University, na Inglaterra. Porém, o Neuromarketing só se tornou popular após as pesquisas em Harvard, pelo doutor Gerald Zaltman, que utilizou os equipamentos de ressonância magnética para pesquisas com fins mercadológicos. 


Esses estudos tinham como intuito, realizar o mapeamento da atividade do cérebro humano quando exposto a estímulos de marketing, estimando a real influência neurológica que determinadas ações têm no comportamento do consumidor.


A aplicação do Neuromarketing funciona como forma de compreensão do processo de decisão de compra que ocorre em nosso subconsciente. 


Segundo a Teoria do Cérebro Trino, desenvolvida pelo neurocientista Paul MacLean, o cérebro pode ser entendido a partir de três partes, sendo elas:

 

Cérebro reptiliano

Também conhecido como Cérebro Basal ou Tronco Cerebral, esse é o primeiro nível da organização cerebral, responsável pelos diferentes reflexos e outras sensações que são essenciais para a nossa sobrevivência, como a respiração, fome, sede, sono, entre outros. 


Por esse motivo, essa parte do cérebro tende a ser mais compulsiva, afinal preza pelas sensações indispensáveis para a sobrevivência. 

Cérebro límbico

Nessa teoria, o segundo nível da organização cerebral é composto pela parte emocional do cérebro, possuindo ligações diretas com a motricidade, regulação de processos metabólicos e o controle das emoções e dos comportamentos sociais. 


Ou seja, é responsável por nossas emoções e por gravar memórias de comportamento. Dessa forma, o cérebro límbico é capaz de exercer influência, mesmo que inconsciente, sobre nossos valores e comportamentos. 

Neocórtex

O cérebro racional é o último no nível de organização cerebral e também o que nos diferencia de outros animais


Separado em dois hemisférios, cada um possui uma função específica no corpo, desempenhando papéis fundamentais para o pensamento abstrato, imaginação e consciência. Ou seja, aqui está a nossa capacidade de aprendizagem e pensamento racional. 


Com os métodos utilizados no Neuromarketing, é possível observar as diferentes atividades em cada uma das áreas do cérebro e entender a forma como os consumidores captam o seu produto ou serviço. 


É possível identificar, por exemplo, se a ação está forçando uma pessoa a pensar para entender a mensagem ou se ela aciona de imediato o seu lado instintivo. 

Quais os efeitos do neuromarketing?

Os dados obtidos através do Neuromarketing possibilita mais eficácia para as diferentes atividades de um negócio, afinal todos sabemos que, com as estratégias ideais, os efeitos para o seu negócio podem ser cada vez mais positivos, como:

Melhora a tomada de decisão

A aplicação do Neuromarketing pode potencializar os resultados de seu negócio, afinal ao entender o que influencia o consumidor a realizar uma compra, você tem a possibilidade de realizar ações que explorem esse mesmo aspecto.

Desenvolvimento de produtos e campanhas direcionados

Não adianta criar um item inovador, ou uma ação inovadora, se ele não causa impacto sobre seu público-alvo. Por isso, é importante entender o que ele espera do produto, ou melhor, qual tipo de produto pode fazer com que seu subconsciente o influencie ao ato da compra.

Aprimore a experiência do consumidor

Se você nota, por exemplo, que um post mais divertido e descontraído nas redes sociais gera mais engajamento positivo do que um com uma abordagem mais séria, já sabe qual delas deve utilizar.


Tudo isso evidencia um benefício ainda mais importante: a otimização da experiência do consumidor.

Quais são as técnicas do Neuromarketing e como utilizá-las?

Existem muitas maneiras de utilizar os estudos no Neuromarketing ao seu favor, afinal conhecer bem o seu cliente mostrará a você quais são os caminhos ideais para se seguir e quais estratégias poderão surtir maiores efeitos. 


Confira abaixo algumas técnicas para implementar as suas estratégias, a fim de impactar mais seus consumidores. 

Psicologia das cores 

Existem diversos estudos que comprovam que as cores afetam totalmente nossas emoções, cada uma com seu específico poder. 


Com uma prática baseada no Neuromarketing, você pode escolher cores que dialogam com o efeito que se deseja causar nas pessoas, seja a partir de uma peça publicitária ou até mesmo no desenvolvimento da identidade visual de sua marca. 


Dessa forma, busque utilizar as cores junto aos sentimentos que você deseja transmitir na hora de se comunicar.

Storytelling

Você não precisa ser totalmente direto ou explícito na hora de vender o seu produto ou serviço. Para isso, existem narrativas que emocionam e envolvem os clientes, estimulando-o a realizar uma compra através do inconsciente. 


O storytelling, por exemplo, é uma ótima técnica para criar narrativas com subjetividades atribuídas às campanhas.


Nessa estratégia, o espectador absorve o que está sendo contato e reflete sobre como isso poderia se encaixar em sua própria realidade, em que, caso realize a compra, se tornará o herói de sua história. 


Lembre-se, o intuito aqui é que o consumidor se identifique e se emocione com o relato, de forma que a própria emoção o leve à ação

Imagens podem falar mais que palavras

O texto é, sem dúvidas, uma característica indispensável para garantir a boa experiência do usuário. Mas, ainda assim, é importante considerar o grande impacto que os elementos visuais são capazes de causar nas pessoas. 


Escrever bons conteúdos é importante, mas as imagens costumam ser mais facilmente compreendidas do que muitas palavras juntas, ou seja, as imagens podem aumentar o poder de persuasão. 

Posicionamento de elementos

Mais do que fazer o uso de elementos gráficos, é extremamente importante prestar bastante atenção na forma como eles estão posicionados.


Estudos no Neuromarketing afirmam que o direcionamento do rosto de uma pessoa na imagem é fundamental na percepção dos consumidores. Por exemplo, se algum elemento está indicando algum texto na imagem, o instinto levará o leitor a direcionar a sua atenção para a região indicada. 


Além disso, o posicionamento dos elementos também será importante para a escaneabilidade da página ou criativo, a fim de garantir a melhor compreensão e experiência do usuário. 

Gatilhos mentais

Os gatilhos mentais são técnicas de persuasão e convencimento muito comuns nas estratégias de marketing, se relacionando às emoções, instintos e demais aspectos sociais humanos. 


A mente humana costuma ter dificuldades de fazer escolhas, mesmo com todas as evidências diante dos olhos. Por isso, os toques propostos pelos gatilhos podem se tornar o “empurrãozinho” que faltava para a ação. Entre eles, podemos citar como mais importantes:

 

  • Escassez;

  • Urgência;

  • Autoridade;

  • Reciprocidade;

  • Prova social;

  • Antecipação;

  • Novidade;

  • Exclusividade;

  • Identificação.

Ofereça valor

As boas práticas de Inbound Marketing nos chamam a atenção para a importância em mostrar-se pronto para ajudar antes de empurrar um produto ou serviço para uma pessoa. 


Essa ação é importante para tirar possíveis dúvidas, oferecer conselhos, dar sugestões de qual produto pode ser melhor para cada pessoa e, principalmente, para melhorar a confiança das pessoas em sua marca. 


Dessa forma, o cliente estará mais propenso a retribuir sua ajuda comprando o de você.

Segmentação

Apesar de todo mundo saber que a segmentação é um dos principais processos de toda estratégia de marketing, também vale adicioná-la a essa lista. Afinal, a segmentação de clientes está no centro do marketing personalizado.


Para se aprofundar nos dados comportamentais de seus clientes, e dividi-los em diferentes grupos com base nessas variáveis, você pode usar a metodologia neurocientífica, como eletroencefalografia ou GSR para monitorar a atividade cerebral ou a excitação fisiológica e emocional, a fim de oferecer experiências personalizadas à eles e agradá-los ao máximo.

Conclusão

Compreender os gostos e necessidades de um cliente não é tarefa fácil, principalmente em um mercado que se encontra em constante mudança. 


Por isso, compreender algumas das funções cognitivas básicas e como elas podem afetar o comportamento do consumidor é um grande passo em relação ao crescimento e visibilidade do seu negócio. 


Com os métodos do Neuromarketing, agora é a hora perfeita para experimentar, acertar e aprender com os erros de suas ações, até encontrar a melhor forma de se posicionar como empresa e de se comunicar com o seu público-alvo. 


Quer saber mais sobre outras estratégias que podem ajudar na comunicação assertiva com os seus clientes? Acesse nosso blog e confira outros conteúdos completos. 


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